
Abra bem os olhos, olhe
acrílico (com pigmentos fosforescentes), papel machê e papel cartão,
60 x 84 x 2 cm, 1998
Segunda peça da série das escritas superpostas.
Esse aviso de Jules Verne, no seu livro Michel Strogoff, é citada por Georges Perec
antes do preâmbulo de La Vie mode d’emploi (A Vida modo de usar).
A frase torna-se misteriosa por sua própria evidência.
Seria mesmo tão evidente ver aquilo que “salta” aos olhos, de fato,
ver aquilo que nos cega? O que vemos daquilo que lemos?
No nosso caso, menos fáceis de se ver seriam as marcas de tinta
sobre o papel mata-borrão que ampliamos, em negativo.

Nenhum comentário:
Postar um comentário