la grande roue ("a grande roda")
técnica mista sobre papel colado sobre isopor, 200 x 280 x 2 cm, 1994-1999

O ponto de partida da grande roue é de pouca importância:
um elemento decorativo encontrado numa antiga embalagem de
chá mate, evocador de culturas ditas primitivas.
Além de uma alusão a essas culturas — talvez premonitória de
uma mudança para o Brasil onde essas culturas se encontram vivas —
o que está em questão na grande roue vem como emblema de uma produção inteira:
a idéia de ambivalência, segundo a qual, numa dinâmica,
um — fator, princípio, pólo — não funciona sem o outro.
As oposições “reconciliadas”, diria Marcel Duchamp, não podem ser vistas de
imediato na mecânica da grande roda: pequeno/grande, claro/obscuro,
verde/vermelho, estático/em movimento…

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